Neste período foram defendidas 18 teses.

Útlima atualização 26/05/2017

 

Plínio Fernandes Toledo

Título: A ASTÚCIA DA DIALÉTICA: O DESVIO EM GUY DEBORD

Orientador: Professor Doutor André Luiz de Lima Bueno  Páginas:315



Neste trabalho procura-se realizar uma leitura dialética e fenomenológica da densa obra Debordiana, através da construção de uma síntese textual do procedimento estilístico usado amplamente pelo pensador situacionista: o détournement (desvio). Mediante um conjunto de ensaios articulados segundo um plano coerente de composição, tenciona-se demonstrar o modo pelo qual Guy Debord, através de um simples procedimento estilístico exemplificado no détournement (desvio), propõe e executa uma complexa atualizaçao da filosofia por meio da superação da arte moderna. Inserindo uma força contraditória no interior das formulações canônicas da cultura burguesa, Debord opera a subversão imanente das expressões fundamentais da cultura literária e filosófica, revitalizando a linguagem e a potência dialética da teoria crítica. Através da leitura de textos fundamentais de Debord, conduzimos nossa interpretação ate o cerne filosófico de sua produção teórica: "A sociedade do espetáculo", em cuja interpretação devemos colocar em relevo as virtudes do texto situacionista em seu teor dialético e contracultural. Ressalta-se no texto Debordiano a criação, pelo estilo, de uma revolução sintáticosemântica que subverte as formas e relações que presidem a ordem espetacular, fazendo emergir dela um novo sentido que a supera. É o que denominamos "astúcia da dialética", cujo conceito o presente trabalho pretende esclarecer.

Aline Bezerra da Silva

Título: Crítica da moral cansada.

Orientador:Ronaldo Pereira Lima Lins Páginas: 220



Esta tese analisa três romances de Graciliano Ramos: Caetés, São Bernardo e Angústia. Fundamenta-se em conceitos filosóficos concernentes à memória e à angústia, visando relacioná-los à questão do cárcere fractal, como reflexo da inevitabilidade do fim trágico dos seres humanos, a solidão inescapável. Tendo em comum um narrador- personagem que almeja escrever um livro, as considerações de ordem íntima imbricadas com questões de ordem social e o esmagamento das humanidades pelo fator econômico irão transparecer nas metaobras e o exercício da escritura se configurará ora como liberdade ora como aprisionamento. Por fim, o estudo dos aspectos técnicos que cercam os romances irá diferenciá-los, estabelecendo relação entre teor e talhe.

Dinacy Mendonça Corrêa

Título: Da Literatura Maranhense: romance e romancistas maranhenses do Século XX

Orientador: Martha Alkimin de Araújo Vieira  Páginas: 218



Um panorama da nossa literatura local, das suas raízes à contemporaneidade, situando, nesse universo, o nosso objeto de estudo: o romance e os romancistas maranhenses do século XX, numa visão sincrônica e diacrônica do gênero, perspectivando-o, em termos gerais – em suas origens, conceituações e referenciais teóricos; e específicos – identificando-o, no contexto espaciotemporal, sociopolítico e cultural em que foi produzido e do qual se faz testemunha e documento representativo; enfocando-o, em seus primórdios e precursores, autores e obras. Este trabalho, que se justifica na escassez e na necessidade de material básico e específico para o estudo/pesquisa do assunto em pauta, tem como objetivo maior o conhecimento, o resgate e possivelmente a divulgação de um patrimônio cultural ainda desconhecido e/ou esquecido, no constructo de uma historiografia literária especificamente maranhense.

Iran de Jesus Rodrigues dos Passos

Título: O ESPAÇO DA LITERATURA NA CULTURA POPULAR MARANHENSE:em cena o Auto do Bumba Meu Boi

Orientador: Prof. Dr. Frederico Augusto Liberalli de Góes  Páginas: 147



A presente Tese de Doutorado faz um exame do espaço da Literatura na Cultura Popular maranhense. Tendo como objeto o Auto do Bumba Meu Boi, ela foi construída a partir da constatação de que o Auto do Bumba Meu Boi é uma narrativa dramática, apresentando, portanto, todos os elementos do gênero literário a que pertence, como enredo, ação, personagens, tempo, espaço e diálogo. O Auto do Bumba Meu Boi vem, ao longo do tempo, sendo examinado mais como elemento da Cultura Popular maranhense. Nessa condição, tem sido objeto de pesquisa da Antropologia, do Folclore e da Sociologia, ciências que, inegavelmente, emprestam conhecimentos acerca do fenômeno. Não poderiam assumir comportamentos diferentes, na medida em que essas ciências são afins à Literatura. Na presente Tese, recorre-se a essas ciências afins. No entanto, ela assume mais um viés literário. Examina-se, então, a literariedade do Auto do Bumba Meu Boi. Traz-se à tona a história, as ações das personagens, o lugar e tempo em que essas ações ocorrem.

Rosinéia de Jesus Ferreira

Título: A construção das identidades em quatro romances de Toni Morrison: The Bluest Eye, Beloved, Jazz e Paradise.

Orientador: Eduardo de Faria Coutinho  Páginas:130



Esta tese tem como eixo o estudo da construção de identidades afro-americanas nos romances The Bluest Eye, Beloved, Jazz e Paradise. Como estas obras se passam em diferentes momentos da vida afro-americana nos Estados Unidos, a construção das identidades desses povos é focalizada em suas relações com esses momentos históricos. Por essa razão, os temas aqui trabalhados são aqueles que tiveram um papel relevante na maioria desses momentos: o sentimento de comunidade, a importância da música, da religião e da natureza na sua maneira de encarar a vida, os problemas da miscigenação e o peso da herança cultural, seja ela africana, americana ou afro-americana.

Lucimar Ribeiro Soares

Título: O romance Um beiral para os bentevis: a visão lúcida de Josué Montello

Orientador: Professora Doutora Teresa Cristina Meireles de Oliveira Páginas:166



Análise da narrativa Um beiral para os bentevis, de Josué Montello (RJ: Nova Fronteira,1989 ) cujo enredo é constituído de personagens ficcionais e outros retirados da realidade local, em São Luís. Destes últimos o autor apropriou-se de seus nomes e ocupações reais, desvelando-lhes o caráter individual e ações que rotineiramente executam ou executaram. As lembranças, as alienações e os devaneios das personagens ficcionais permitem ao leitor estabelecer relações e desvelar a memória histórica da cidade e a crítica ao contexto social e político maranhense.

Andrea Teresa Martins Lobato

Título: ESCREVER-SE: SIMONE DE BEAUVOIR NA SALA DE ESPELHOS

Orientador: Profa Dra Ana Maria Amorim Alencar  Páginas:195



Propõe-se uma leitura da obra autobiográfica Memórias de uma moça bem comportada (Mémories d’une jeune fille rangée), de Simone de Beauvoir. Em Memórias de uma moça bem comportada, Simone de Beauvoir engendra uma narrativa cronológica, em que, na voz de Simone, conta sua infância, o início de sua jornada de estudos em uma escola particular católica da elite burguesa parisiense (Institut Adeline Désir), onde conhece a sua amiga Elizabeth Lacoin (em Memórias de uma moça bem comportada, Elizabeth Mabille), a Zaza; em seguida, sua adolescência quando, na “idade ingrata”, sem atrativos e ainda mais interessada por estudos, deixa de acreditar em Deus; por fim, na voz da universitária que encontra com Sartre – com quem protagonizará, num futuro que não está contemplado nas Memórias de uma moça bem comportada, uma das relações mais controvertidas e conhecidas do mundo ocidental entre as décadas de 1930 e 1970 – e que foi, até aquela época, a mais jovem estudante e a nona mulher a ser aprovada na agrégation. Dessa forma, interrogando Memórias de uma moça bem comportada pretende-se refletir, a partir da urdidura da trama autobiográfica, uma escrita de si que se configura como distanciamento e alteridade. Tal reflexão tomará como ponto de partida que o texto autobiográfico é um mirar-se no espelho a fim de mirar-se a si mesmo. Que imagem está aí refletida? O que está disponível ao olhar? Esses questionamentos partem da hipótese de que o que é ser mulher é a pergunta crucial que Simone de Beauvoir se faz ao mirar-se no espelho, assim como da hipótese de que Simone de Beauvoir opera uma escrita de si para efetuar uma desconstrução de si, para entender como Simone de Beauvoir se fez Beauvoir.

Luciana da Costa Ferreira.

Título: “Entre a Colombo e a Academia: O intelectual boêmio Emílio de Menezes.”

Orientador:Vera Lúcia de Oliveira Lins  Páginas:283.



A proposta deste trabalho é desenvolver reflexões sobre a figura do escritor paranaense Emílio de Menezes (1866-1918). A análise foi centrada nos aspectos biográficos e bibliográficos e no que diz respeito à sua ambiguidade em suas trajetórias pessoal e profissional. O satírico transgressor contrastava com o bem comportado poeta parnasiano; o boêmio da “Confeitaria Colombo” com o imortal da “Academia Brasileira de Letras” (ABL). Sua obra satírica era comparada a do escritor baiano Gregório de Matos, já o seu apreço pela forma poética arrancava elogios dos críticos da época. O auge da tensão entre o satírico e o lírico ocorreu na luta empreendida entre o escritor e a Academia na redação do discurso de posse à cadeira de imortal. A censura do discurso de posse pela instituição machadiana criou uma das mais comentadas polêmicas literárias da Belle Époque Brasileira. Polêmica essa que ressoou na memória da obra emiliana que de uma grande popularidade na sociedade de outrora caiu em um profundo obscurantismo após o seu falecimento. Este trabalho teve como pano de fundo discussões sobre os conceitos de memória, relações de poder, gêneros literários e cânone literário. O objetivo, ao final da Tese, é comprovar que as indecisões artísticas de Emílio de Menezes (ser um acadêmico conservador ou um satírico transgressor) foram os pontos principais para uma crise de identidade que resultou na ausência de seu nome do cânone literário brasileiro.

Cassiana Lima Cardoso

Título: Samuel Beckett: o jogador melancólico

Orientador: Eduardo Mattos Portella  Páginas: 258



Investigação, a partir da categoria do jogo, da composição poética na cena beckettiana. Mimicry, ilinx, alea e agôn. O jogo das máscaras e a descentralização do eu. Vertigem e alegoria. As artimanhas do Acaso em face da Necessidade. Esticomítia e quiproquó. O hibridismo de gêneros e o apagamento de fronteiras entre o cômico e o trágico. O grotesco. Compreensão da obra beckettiana como uma crítica aos valores da cultura ocidental. Apontamentos sobre a liberdade no espaço poético. A infância como espaço privilegiado para acolhimento de silêncios procriativos. O impulso libertário do jogo. A melancolia como disposição poética.

Maria Sílvia Antunes Furtado

Título: MARGUERITE DURAS: NO RAVINAMENTO DA ESCRITA

Orientador:Profa. Dra. Flavia Trocoli Xavier da Silva Páginas:158



A presente tese analisa o ravinamento da escrita em Marguerite Duras, a partir de romances e roteiros de teatro produzidos em épocas distintas. Nos três capítulos da tese, a análise se faz pela delimitação de escritos que estabelecem um diálogo entre si, nas mais diferentes perspectivas. Os romances Barragem contra o Pacífico (1950) e O amante (1984) têm um mesmo fundo temático, mas formas distintas; o primeiro estabelece uma narrativa metafórica e o segundo uma narrativa topológica. O arrebatamento de Lol V. Stein (1964), O vice-cônsul (1965) e India Song (1973) trazem a questão das figuras de exílio, a transitividade entre essas personagens e a prevalência dos temas do olhar e do esquecimento. O jardim (1955), Destruir, diz ela (1969) e O caminhão (1977) trazem uma linguagem hermética, que é impossível de ser acessada pelo entendimento. Em comum, a literatura durassiana levanta questões sobre a escrita que, ao mesmo tempo em que se desfaz e se torna estilhaçada, constrói uma nova subjetividade.

Maria do Socorro Carvalho

Título: OS TAMBORES DE SÃO LUÍS: ECOS DA MEMÓRIA E ESPAÇOS RECONSTRUÍDOS NA FICÇÃO DE JOSUÉ MONTELLO.

Orientador: PROFª Drª MARTHA ALKIMIN DE ARAÚJO VIEIRA Páginas: 113



O objetivo desta tese é uma análise dos espaços culturais maranhenses, habitados e percorridos pelos personagens, e reconstruídos através da memória, no romance Os tambores de São Luís, de Josué Montello, visto que há uma preocupação do autor em manter vínculos com o passado formador de uma história, e os espaços reconstruídos rememoram o legado de um povo. Os espaços externos e internos; amplos e restritos, contem uma troca entre os grupos que os habitam, e constroem suas identidades de homens negros, brancos e mulatos. Tudo acontece com a trajetória de um homem negro, que atravessa a cidade de São Luís, sempre ao som dos tambores da Casa-Grande das Minas, para encontrar o seu trineto que o aguardava para nascer. Essa pesquisa acontece de forma interdisciplinar, unindo Literatura, a História, a Geografia, Sociologia, Antropologia e Filosofia, possibilitando a relação personagens/espaço culturais, espaço/tempo.

Maria Iranilde Almeida Costa

Título: O múltiplo e o uno: os (des)caminhos bolañianos em Putas Assassinas

Orientador: Martha Alkimin de Araújo Vieira  Páginas: 127



A tese propõe-se a analisar o livro de contos Putas assassinas (2001), do escritor chileno Roberto Bolaño, tomando-o como uma obra marcada pela multiplicidade de gêneros, de temas e de modos de narrar, que inscreve um discurso autoficcional problemático ao mesmo tempo em que desestabiliza o lugar da representação literária. A pesquisa visa problematizar o sujeito autoral que aponta para fora de um eu, revelando outros sujeitos, e também para uma interioridade denunciadora da memória ficcionalizada, ao mesmo tempo em que se constrói performaticamente numa nova subjetividade que não se apaga no texto nem se apropria de uma verdade transcendente à obra. Desse modo, a pesquisa desenvolve-se a partir dos seguintes pontos: a crise na representação, dado que a narração de eventos traumáticos culmina em silenciamentos de narradores e personagens, sinalizando a própria impossibilidade de narrar; a inserção do autor no universo do narrado, conferindo-lhe um protagonismo ficcional que potencializa o evento autobiográfico; a literatura como problema, demarcando um procedimento autorreflexivo em que a ficção é questionada dentro dela mesma. Na pesquisa foi privilegiada a escrita ensaística por esta se coadunar melhor à dinâmica da obra, cujo inacabamento dos contos é uma marca recorrente. Como método de abordagem dos contos, optou-se tanto por cotejá-los em diálogo uns com os outros como também estudá-los individualmente, como no caso do conto Putas assassinas, o qual apresenta a personagem que é o epítome da obra.

Valderi Ximenes de Meneses

Título: O PERFIL DA POESIA DE NAURO MACHADO NO CENÁRIO DA LITERATURA MARANHENSE

Orientador: Prof.º Doutor Alberto Pucheu Neto  Páginas:156



Esta Tese Doutorado desenvolve nossas reflexões críticas sobre a obra poética do poeta maranhense Nauro Dinis Machado, procurando mostrar o perfil de sua poesia no cenário da literatura maranhense. Nosso intuito durante esta etapa concentrar-se- á em tentar fazer com que a obra de Nauro Machado ganhe maior reconhecimento pela crítica literária de caráter acadêmico e que todo o material aqui produzido possa contribuir como fonte de pesquisa para futuros trabalhos acadêmicos que, por ventura, alguém queira se dedicar a trabalhar a obra desse sólido poeta. Sua poesia é vista por uma pequena parcela de críticos como de alto nível, no entanto ainda não se tem trabalhos acadêmicos que sustentem tal afirmação. Sabe-se que seu poder verbal apresenta várias possibilidades de sua magia com o verso. É um poeta digno da representação de um vocabulário violento, forte e nítido. Diante da necessidade de se quebrar a barreira de silêncio em torno da obra naurina participa do diálogo de nosso trabalho, uma abordagem sobre a forma como o poeta se comporta em meio a sua geração. Daí a necessidade de fazer um estudo teórico da problemática da geração, para se ter uma verdadeira noção da relação de Nauro com a produção literária de sua época. Num outro momento observamos a relação do erotismo e da metalinguagem como objetos partícipes da criação poética desse autor maranhense, sendo o primeiro o agente que move o ato poético e o segundo o elemento que se utiliza da palavra escrita para falar da própria poesia. Fechando nosso propósito, apresenta-se a poesia de Nauro Machado sob o olhar existencialista e da memória, onde o primeiro percorre as linhas de força que tentam explicar a existência do homem em seu meio e a outra relaciona a poesia aos aspectos da imaginação metafórica em que o poeta exaspera sua carga imagística dos versos.

Luciane Maria Said Andersson

Título: As cadeias da humanidade são feitas de papel - O testemunho da ditadura civil-militar no romance K.

Orientador:Prof. Dr. João Camillo Penna Páginas:204



A tese tem por objetivo analisar a tensão entre literatura e testemunho que move o romance K., de Bernardo Kucinski. A contribuição original da pesquisa é demonstrar a maneira como o autor construiu um relato a partir da ausência da cena central do romance: o desaparecimento. A partir desta hipótese, trata-se de investigar as implicações éticas suscitadas pela utilização da ausência como metáfora da representação em um relato tardio sobre uma cena inexistente, com a finalidade de representar aquilo que não se dá à representação ou não se quer representado. A tese investiga a maneira com que a ficção testemunhal de Bernardo Kucinski, K., resgata e apresenta através da ficção o passado de um país afogado no estado de exceção e no trauma. A hipótese defendida pela tese é a de que a ficção tem embutida nela a possibilidade de testemunho, assim como, por outro lado, todo testemunho jurídico tem implícito nele a possibilidade do perjúrio e da mentira, ou seja, de ficção.

Solange Santana Guimarães Morais

Título:Os sentimentos de liberdade em João do Vale e Nicanor Parra nos ‘anos de chumbo’

Orientador:Prof. Dr. Frederico Augusto Liberalli de Góes Páginas:182



A presente tese se constitui em um estudo sobre os sentidos de liberdade perceptíveis nas letras de músicas do compositor brasileiro João do Vale (1933-1996) e nos poemas do escritor chileno Nicanor Parra (1914-), nas décadas de 1960 e 1970, correspondentes aos períodos ditatoriais civis- militares no Brasil e no Chile. Entender o fenômeno da liberdade tem motivado estudos e debates desde as mais antigas até as atuais organizações sociais. A liberdade é um bem cultural universal, isto é, sua “invenção” independe de fatores como lugar e tempo, embora sua valoração emirja com maior intensidade em meio às realidades históricas marcadas pela opressão. Duas questões orientaram os caminhos deste estudo: de que forma as letras de músicas de João do Vale e os poemas de Nicanor Parra, contribuem para a compreensão do que é liberdade? Como as composições musicais de João do Vale e os poemas de Nicanor Parra representaram os sentimentos de liberdade em tempos históricos marcados pela opressão?Tendo em vista as questões norteadoras, objetivou-se analisar comparativamente as construções poéticas nos dois artistas, em meio às realidades históricas ditatoriais vividas por ambos. As leituras de Jean Paul Sartre (2012), Hannah Arendt (1989, 2003), Claude Lefort (1983), Roberto Schwarz (2008), Alfredo Bosi (2000), Octavio Paz (1982), Antonio Candido (1994), Carlos Fico (2014), Theodor Adorno (2011), Walter Benjamin (1994), entre outros, subsidiaram o percurso analítico. São relevantes, neste estudo, a demonstração das grandezas poéticas dos dois artistas latino-americanos e, ainda, a possibilidade de alargamento da compreensão de liberdade.

Aline Alves de Carvalho

Título: O espetáculo do mundo: Pessoa

Orientador:André Luiz de Lima Bueno Páginas:283



Fernando Pessoa cria a biografia de seu heterônimo Ricardo Reis, que se exila no Brasil em 1919. Em 1935, Fernando Pessoa morre, e a partir desse evento, José Saramago decide dar a continuidade à biografia de Ricardo Reis que Fernando Pessoa não deu, e traz de volta a Portugal o heterônimo hedonista e distanciado da realidade. Essa apropriação de Ricardo Reis é o leitmotiv para a construção do romance O ano da morte de Ricardo Reis, escrito em 1984. O romance se desenvolve a partir de um narrador que persegue seu protagonista, que passa seu último ano de morte observando o presente histórico do ano de 1936, quando o salazarismo, o nazismo, o fascismo, a crise econômica compunham o cenário daquele real que Ricardo Reis chama de espetáculo. Neste trabalho, analiso as relações entre ficção e história que o romance apresenta.

Raquel de Castro dos Santos

Título: Poética e criação poética

Orientador:Antonio José Jardim e Castro. Páginas:249



Primeiras estórias são narrativas instauradas pelo dizer do narrar na amplitude desmedida da linguagem nas estórias rosianas. Cada narrativa apresenta a experiência das personagens rosianas no sertão rosiano. O dizer do narrar mostra o inaugural originalmente, revivificando-o com a ausculta da presentificação da linguagem na obra. A resposta humana se dá no diálogo entre o ser e o tempo inaugurados. As personagens anciãs e infantis experienciam o sertão e compartilham a mundividência rosiana. A ética e a morada são consonâncias mundificadoras nas estórias. A ética requer diálogo para vigorar na unidade harmonizadora. O amor como procura é a cura rosiana. Amar fomenta a asculta de si e do outro no encontro vivificador. A loucura e o real são inaugurações originais. Ir além do imediato e do limite é deambular na existência desmedida. A morte é o eclodir extraordinário rosiano. É a consumação plenificadora do sertão rosiano.

Francine Pereira Fontainha de Carvalho

Título: As escritas íntimas. Análise das escritas de si.

Orientador: Professora Doutora Flávia Trocoli Xavier da Silva Páginas:150



A presente tese, intitulada: Penas e pinceis: retratos de Frida Kahlo, propõe um estudo acerca da artista mexicana Frida Kahlo a partir de suas cartas e diários e pretende traçar a trajetória da dor e do dilaceramento presentes em sua vida, portanto, ganharão relevo os escritos em que a expressão e o percurso do sofrimento estão mais visceralmente expressos e transmitidos. A principal e pulsante questão que este trabalho propõe desvendar é: Por que e para quem se escreve? Para a artista, a escrita funciona como um contradepressor, por permitir o registro dos sentimentos e a comunicação com o mundo exterior, nos longos exílios e prolongadas internações. Nesse sentido, a pintura e a escrita - por nós privilegiada na pesquisa - desenvolvem papel essencial na existência de Frida Kahlo por proporcionarem mecanismos de sobrevivência e convivência com a dor.

Coordenação

Coordenadora: Profª. Flavia Trocoli

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Atendimento: Noêmia Costa
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