Nesse período foram defendidas 12 teses.

Teses de 2009
 

Ana Maria Gonçalves Lysandro de Albernaz

Título: Vertência do Viver no Grande Sertão: Veredas

Orientador: Manuel Antonio Carneiro Páginas: 175



Este trabalho desenvolve algumas reflexões sobre a obra Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa, a partir de uma leitura da experiência existencial e poética da personagem Riobaldo, simultaneamente à constituição do mundo que habita, o sertão - coalescente realização denominada na narrativa como travessia. Da força agraciadora que a propicia - reconhecida como a personagem Diadorim - ao consumar de sua manifestação como linguagem, poeticamente, se revela o percurso ontológico de dimensionamento humano, cujo esforço hermenêutico, compreendido como diálogo criativo com a obra, reverbera sua dinâmica constitutiva, redundando em travessia também para o leitor.

 

Celso Garcia de Araújo Ramalho

Título: Música: escuta para linguagem



 

Eduardo Gatto

Título:Caminhos do ser: música e abismo



O que nos chama são as questões. Aqui, elas se revelam na medida em que a poética pensante se dá a pensar musicalmente. A música nos toma de tal maneira que a ela nos rendemos celebrando a consagração de sua presença. Por ela, música, somos.
O trabalho que se apresenta se mostra na perspectiva dos caminhos. Os caminhos se dão na guarda e na senda do ser em seu mistério. Caminhantes, buscamos nos encontrar na referência ao que se concede ontologicamente. A música ontologicamente se manifesta em uma copertinência originária nos caminhos do ser. A partir dessa copertinência ela se dá unidade na medida do que por ela se apresenta. Portanto, buscando nos encaminharmos pelos caminhos que se mostram, buscamos a unidade própria em que a música se dá resguardada. Nessa medida, o caminho não poderia ser outro que a investigação e pesquisa profundas no âmbito do ser. Na medida em que o ser a tudo resguarda, ele resguarda a música em sua unidade de modo a conceder-se musicalmente. Assim resguardada, a música se apresenta como questão convocando para a discussão o que lhe é inevitável. Na medida do profundo, inevitavelmente se dispõe a conceder seu dito o ser, a linguagem, o homem, a música. Os caminhos do ser se revelam de modo a congregar o que se apresenta como questão que, assim, se dá resguardado no embate entre mundo e terra. Portanto, partimos em busca das questões na disposição de uma escuta atenta e cuidadosa. Em tal escuta, nos encontramos na esperança de que a poética pensante e o pensamento poetante se manifestem radicalmente a ponto de nos concederem os caminhos do ser em sua verdade. Ao longo do percurso, fazemos uso do procedimento poético hermenêutico, que procura pensar a partir da verdade das palavras. Partimos também da própria experiência com o fenômeno na medida em que ele se concede de modo inequívoco e, assim, dá a pensar poeticamente.

 

Jean Calmon Modenesi

Título:HomemTempo

Orientador: João Camillo Penna



Análise das relações estabelecidas entre a subjetividade, o Tempo e a liberdade através de uma perspectiva filosófica. Demonstração da hipótese segundo a qual, ao criar o indivíduo subjetivado ao modo do Tempo, a subjetivação engendra sua própria liberdade. Elaboração dos seguintes conceitos: HomemTempo, efeito bumerangue, retrojeção-dejeção, projeção-dejeção, injeção-ejeção. Investigação acerca das descobertas, encobrimentos, redescobertas e reencobrimentos do Tempo no âmbito do pensamento filosófico: Platão e a descoberta do passado; Kant e a descoberta do futuro; Bergson e a redescoberta do passado; Heidegger e a redescoberta do futuro; Deleuze a as sínteses do Tempo.

 

Leusane da Rocha Lordeiro

Título:O poder topográfico do signo: configurações topopoéticas da 'Rosa' simbólica em algumas obras literárias



 

Maria do Socorro Brito Araujo

Título:Nas quebradas da voz: o lugar e a mãe na crônica poética do rap

Orientador: Heloisa Buarque de Hollanda



Este trabalho examina, através da crônica poética do rap, a função da mãe e a importância das quebradas – um dos nomes das favelas – para os jovens que moram nas periferias das grandes cidades no Brasil. A obra do grupo Racionais MC’s é o corpus desta análise por ser considerada uma referência importante para o hip hop nacional. O enfoque teórico foi projetado a partir das especificidades do objeto, que exige uma articulação transdisciplinar. Nesse caso, trabalhou-se com os estudos literários, a semiologia, os estudos culturais e a psicanálise. A pesquisa foi baseada também na investigação de campo, quando se visitou as quebradas onde vivem os personagens das letras do rap. Foram realizados encontros, entrevistas e trocas de mensagens com mães e rappers de várias periferias do Brasil. Este trabalho quer observar nessas formas narrativas o que dizem essas vozes quando afirmam: “o rap é uma mãe”.

 

Maximiliano Gomes Torres

Título:Literatura e ecofeminismo: uma abordagem de A força do destino, de Nélida Piñon e As doze cores do vermelho, de Helena Parente Cunha

Orientador: Angélica Maria Santos Soares



Esta Tese de Doutorado desenvolve uma abordagem dos romances As doze cores do vermelho, de Helena Parente Cunha e A força do destino, de Nélida Piñon à luz da teoria crítica ecofeminista. Partindo de uma leitura mítico-simbólica e trazendo à baila o mito de Pandora, defende-se a idéia de que o arquétipo dessa primeira mulher se mostra como uma possibilidade de interpretação da estrutura de um imaginário misógino no Ocidente. Entendendo o movimento feminista como uma prática política que sempre se revê teoricamente, apóia-se em diversas áreas do saber, que unem Feminismo e Ecologia. Esta, pensada filosoficamente, permite a ultrapassagem das dicotomias na concepção da Natureza e propicia uma compreensão mais extensa do seu significado, superando a preocupação única com o ambiental. Com apoio teórico da Ecocrítica literária e do Ecofeminismo, elabora-se uma leitura dos romances supracitados concluindo que estes estabelecem um projeto ético-estético que propõe romper com os dualismos redutores e denunciar a hegemonia do poder patriarcal, que se sustenta pela opressão. De diferentes modos, os romances focalizados contribuem para a conscientização da necessidade urgente de ações transformadoras no meio ambiente, na sociedade e na subjetividade, em busca do equilíbrio global.

 

Ronaldo Só Moutinho

Título:Quando samba e jazz dialogam acontecem caminhos poéticos doados a Cartola e Ellison?



 

Sônia de Almeida do Nascimento

Título:Música: a dinamogênese do poético

Orientador: Antônio José Jardim e Castro



Partindo da recusa em aceitar a tese como um princípio teórico averiguável e comprovável, nossa escolha nos enviou ao caminho do pensar que é deixar fazer- se: o Hermes da musicalidade. Essa é a viagem com as asas da liberdade. Isso significa que, na recusa, fizemos a verdadeira escolha e adentramos o caminho do deixar fazer-se da cadência harmoniosa. Assim, trilhamos o caminho da dinamogênese do poético como a dobra do ser. A dobra é ondulação rítmica. É movimento de proximidade e distância instaurador da medida: musicalidade. Nesse caminho, recuperando o sentido gestual/musical da palavra tese, nos jogamos na experiência de transformação também da compreensão acerca da essência da música. Essa é a experiência de pensar a essência da música como a dinamogênese do poético. Nessa caminhada, revelou-se aquela medida que faz com que todas as artes sejam Arte: a musicalidade. Afirmamos, portanto, que este é o caminho da necessária coragem para nos colocarmos no movimento dinamogênico: a dinamogênese do poético. Como dinamogênese, ou seja, como fonte da onda em movimento, a thésis, o tempo da música, se apresenta no presente estudo como o lugar da poesia, abrigando a essência velada do ritmo. Nessa caminhada também enfrentamos o confronto entre causalidade e musicalidade.

 

Stella Maria Ferreira

Título:Oscar Wilde - um corpo poéticamente mascarado de alegria nietzschiana e ressonâncias em Jorge Luis Borges, Paulo Barreto, Elysio de Carvalho e Gómes Carrillo



 

Tatiana Gueorguieva Mariz

Título:O visível do invisível



 

Theotônio de Paiva Botelho

Título:A cena aberta: o sentido e as formas arcaicas do teatro arlequinal brasileiro



 

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